Arquivo de Dezembro, 2008

Saudades

10 Dezembro 2008

Tenho saudades tuas, de estar contigo, mesmo sem estar contigo.

Passei no fim-de-semana por terras onde nasceste; senti a tua presença, quis descobrir-te nos vultos que passavam pelo carro a correr. Acompanhaste-me. Há uma maneira estranha de entrares no meu pensamento sem pedir licença e por lá ficares. Resisto. Evito as coisas que me lembram de ti, ouvir Deolinda. Mas de repente, já está.

Parece que as linhas da nossa vida entrecruzaram-se num momento breve, correram paralelas e afastaram-se. Um curta janela de oportunidade,  que por inépcia minha (nossa?) escapou.

Teremos de esperar que as constelações  se conjuguem novamente naquele enquadramento raro em que nos encontrámos. Não deixarei escapar esse momento novamente. A brasa arde por baixo da cinza. Espero.

Amo-te, Amália.